“Pastor não substitui terapeuta”

Evangelista Bryan Meadows alerta diante do aumento de suicídios.

22 de outubro de 2019   /   Categoria:   /   Escrito por: Comunicação PVN de Vilar

 

O cuidado com a saúde mental tem sido um dos temas universais na atual década, e no meio cristão, líderes que sofrem – ou sofreram – com depressão ou passaram por tentativas de suicídio e se recuperaram vêm lutando para conscientizar os fiéis sobre a importância de desmistificar o assunto. Um deles é o pastor e evangelista Bryan Meadows.

Bryan é líder da Embassy Church International, na cidade de Atlanta, Geórgia (EUA), fez um alerta sobre o sobrepeso que vem sendo imposto aos pastores, que por mais que sejam pessoas capacitadas para lidar com uma comunidade, só podem ajudar até certo ponto. Nesse contexto, o evangelista afirmou: “Pastor não substitui terapeuta”.

“Seu pastor não é seu terapeuta, e seu terapeuta não é seu pastor. Enquanto todos devem utilizar esses recursos em sua vida, para a pessoa criativa isso é absolutamente necessário”, escreveu Bryan na última sexta-feira, 08 de junho, após o suicídio do apresentador Anthony Bourdain, da CNN.

“Quando sua vida é gasta processando estímulos intensos, emoções e experiências, você tem que lidar com problemas emocionais e psicológicos. Quando você está constantemente vivendo para fazer os outros felizes e inspirados, você precisa entender como isso afeta a sua saúde emocional e mental”, acrescentou o evangelista.

Suicídio

De acordo com informações do portal The Christian Post, dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) apresentados na semana passada apontam que o número de suicídios aumentou em 30% nos Estados Unidos desde 1999.

Bryan Meadows voltou ao assunto no sábado, 09, compartilhando um artigo que produziu em 2012 com o relato sobre uma luta familiar relacionada à saúde mental, assim como seu testemunho de sobrevivência a uma tentativa de suicídio.

“Suicídio é um assunto delicado. E quer admitamos ou não, os melhores de nós foram confrontados com pensamentos suicidas”, pontuou. “Esse assunto é extremamente importante e querido para mim, porque eu sou um suicida sobrevivente. Isso não é algo que eu fale muitas vezes, mas algo que ocorreu recentemente me levou a falar sobre isso”, explicou.

“Minha família tem um histórico de depressão e transtorno bipolar. Uma coisa que aprendi sobre maldições hereditárias, fraqueza e espíritos familiares é que eles são muito pacientes. Eles vão esperar 30 anos para que você seja fraco o suficiente para eles se aproveitarem de sua vulnerabilidade. Eles vão te esperar até o momento perfeito”, acrescentou Bryan Meadows, explorando uma doutrina que não é unanimidade teológica.

Depois de discutir suas lutas com o suicídio, Bryan apontou para personagens bíblicos como Sansão (Juízes 16:30), o escudeiro de Saul (1 Samuel 31: 5) Judas (Mateus 27: 3-5) – que cometeu suicídio – e outros como Elias (1 Reis 19: 4), que enfretou depressão e teve pensamentos suicidas.

O evangelista concluiu afirmando que existe, na Bíblia, várias sugestões de ação para combater o suicídio, incluindo viver a vida com um propósito. “Nós falamos muito sobre propósito, e até certo ponto isso se tornou um assunto mundano que nós negligenciamos. Alguns até criticaram pessoas por ensinar e pregar sobre o assunto do propósito. Eu creio que o Evangelho não pode ser pregado em sua totalidade sem incluir o propósito das pessoas. Devemos ensinar às pessoas que todos estão aqui por uma razão, e que ninguém é insignificante”.

 

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