Não da para consertar o mundo

Assassinatos e indiferença. Retratos de uma geração super conectada em redes e super desconectada com o próximo

15 de março de 2019   /   Categoria:   /   Escrito por: Pra. Marcele Carvalho

 

O que está acontecendo com os nossos jovens? Para onde caminha nossa sociedade? Por que estamos diante de uma geração tão desconectada com o próximo apesar de tão conectada em redes sociais? Onde nos perdemos?

Essas são as reflexões desse tempo difícil de tantas notícias ruins. Nesta última semana, presenciamos um jovem e um adolescente abrirem fogo numa escola, matando 8 pessoas, ferindo mais um tanto e se suicidando no final.  Assusta também ler os comentários de apoio em algumas postagens de outros jovens que concordaram com o ato, dizendo que os meninos fizeram o certo e que, se pudessem, fariam o mesmo.

Uma geração desarrumada por dentro, seca, vazia, egoísta. Uma geração que não arruma a própria cama, que não lava o próprio prato, que só tem direitos e não tem deveres. Que não desenvolveram a empatia e que não se sentem obrigados a nada. Levantar para um idoso sentar? Claro que não! Ceder o lugar para uma gestante? Fora de cogitação! Se importar em ajudar, carregar uma bolsa pesada para alguém mais frágil, ter paciência pra ouvir um avô contar as mesmas repetidas histórias? De jeito nenhum!

Todos querem viver o aqui e o agora. Se vai dar curtida, está valendo! Se vai trazer luzes e holofotes, ainda que seja vergonhoso ou covarde, por que não? Olhos postos no próprio umbigo, ou melhor, no próprio celular, onde a grande dor é ter pouca memória pra fotos ou pra conseguir baixar um jogo. O que se ouve é: Você pode ser o que quiser. Penso que o que deveriam ouvir é: descubra quem você é em Deus e cumpra a sua missão!

A solução não é simplista. O problema não tem apenas uma fonte. O que podemos fazer, então?

Olhar pra dentro de nós e olhar dentro dos olhos de quem mora conosco. Um toque pode fazer muita diferença. Uma conversa franca pode mudar o rumo de uma vida, uma oração pode tocar no sobrenatural.  Não podemos consertar o mundo, mas podemos olhar pra dentro da nossa casa e nos importarmos de verdade com quem está lá dentro. Não dá pra consertar o mundo, mas dá pra consertar a própria vida. Dá pra largar vícios e se concentrar naquilo que não tem preço, mas tem muito valor. Dá pra começar a frequentar as reuniões da escola ou pelo menos dar uma passadinha no final do turno pra ouvir a professora; dá pra ter algumas refeições em família juntos à mesa, que também é lugar de renovar a aliança; dá pra deixar o celular de lado quando o outro está falando; dá pra dar abraços apertados; também dá pra corrigir e disciplinar o filho, e ensinar que o respeito vem antes do amor; dá pra apontar a direção e reafirmar o valor de cada indivíduo da casa; dá pra deixar de ser maldizente e murmurador; dá pra valorizar o sagrado; dá até pra lutar pelo casamento ao invés de ir logo se apressando para o divórcio; dá pra caminhar mais uma milha, não desistir do outro; dá pra convidar o Espírito Santo, que é poderoso pra restaurar qualquer situação; dá pra seguir a Jesus e não mais andar como anda este mundo; dá pra comprar menos presentes e se tornar presente de verdade.

Que o Senhor nos ajude! Que o Consolador visite cada uma das famílias enlutadas! Que a dor seja nossa professora ao invés de nossa coveira! E que Jesus volte logo!

É casada com Cristiano, mãe de Isaac e Isabella. Autora dos livros "O caminho da felicidade" e "Manual da esposa cristã". Tem se destacado no ministério com mulheres e famílias.

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