Grupos Familiares – Princípios do Reino para a cidadania

Este estudo para Grupos Familiares tem como objetivo apresentar os princípios ensinados por Jesus e analisar as responsabilidades do Cristão enquanto cidadão da terra

9 de outubro de 2018   /   Categoria:   /   Escrito por: Comunicação

 

Estudo XXXV (08/10 a 13/10/18)
Tema: Princípios do Reino para a cidadania
Texto Bíblico: Mateus 22.15-22

Objetivos:

  • Apresentar princípios ensinados por Jesus no texto.
  • Analisar as responsabilidades do cristão enquanto cidadão da terra.

 

Introdução:

O texto aborda questões políticas (imposto devido a César, imperador romano) X questões religiosas (Reino de Deus). A pergunta que se faz para Jesus: “É lícito pagar imposto a César ou não?” é uma cilada, pois César, como imperador romano, representava as forças militares de ocupação na Palestina (os romanos tinham conquistado a Palestina desde 63 a. C. e cobravam impostos dos judeus para manter o território em “paz e segurança”). A maioria dos judeus era contrária a esse domínio estrangeiro na Palestina. Se Jesus dissesse que era a favor do pagamento de tributos “a César” estaria desagradando o povo, que era o que mais sofria com a alta de tributos. Mas a resposta negativa também era capciosa, pois uma negação da legitimidade do pagamento de tributos aos romanos equivalia a uma sentença de prisão ou mesmo de morte para Jesus. Eles queriam um motivo para acusar o Senhor. Com sua sabedoria, Jesus dá uma resposta que estabelece princípios. Neste caso, dois  princípios muito sérios e importantes:

 

1º – Somos cidadãos da terra (V. 21 )

Jesus faz a eles uma pergunta: “Quem é que está na moeda?” Se na moeda está a imagem literalmente do seu proprietário, o dinheiro pertence ao opressor romano e é preciso devolver a ele. Sua resposta ensina aquelas pessoas que elas fazem parte de uma sociedade, são cidadãos da terra e, por isso, têm que cumprir com suas obrigações sociais e morais. Vivemos em uma sociedade onde temos direitos e também deveres a cumprir, o fato de sermos cristãos não nos isenta de nossas responsabilidades “sociais”, muito ao contrário, nosso testemunho deve ser de honra e dignidade. As pessoas verão Deus em nós quando agirmos com responsabilidade e compromisso diante de nossas obrigações sociais, ainda que elas pareçam indevidas. Nossa responsabilidade como cidadãos da terra deve ser exercida com comprometimento: Pagar impostos, contas em dia, votar, respeitar leis de trânsito, civis… Cumprir com nossas responsabilidades e exercer nossa cidadania.

 

2º – Somos cidadãos do céu (V. 21)

Todo cristão tem uma dupla cidadania. É cidadão do país onde vive. Deve submeter-se às leis estabelecidas e ser um exemplo para os outros. O cristão também é um cidadão do céu. Há questões de consciência e de princípios nas quais o cristão é responsável diante de Deus. O cristão autêntico está atento a essa  verdade eterna que se afirma nesta passagem, ele é ao mesmo tempo um bom cidadão de seu país e um bom cidadão do reino de Deus. Não falhará em sua obrigação para com Deus e para com os homens. Como disse Pedro: “Temei a Deus, honrai o rei” (1 Pedro 2:17).  Como cidadãos do céu sabemos que o reino de Deus é mais importante e vem em primeiro lugar: “Buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça…” (Mt 6.33). Contudo, temos nossas obrigações aqui na terra. Ser cidadão do céu significa respeitar opiniões mesmo quando essas são diferentes de nossas ideologias. Não compactuamos com o pecado, mas não nos tornamos inimigos daqueles que não pensam como nós. Como cidadãos do céu, colocamos o Senhor no centro da nossa vida, da nossa sociedade e do nosso país!

 

Conclusão:

Concluímos afirmando que as “coisas” devem estar na perspectiva correta. A obra das trevas quer gerar confusão e contenda entre nós, mas fomos chamados para gerar paz. Independente da realidade vivida pela sociedade, não podemos esquecer nossa dupla cidadania. Temos obrigações sociais que precisamos cumprir e somos cidadãos dos céus para fazer a diferença nesse mundo. No que depender de nós, façamos nossa parte. O governo da terra é falho, mas o governo do Eterno nunca falhará. Somos cidadãos da terra, mas nosso reino não é desse mundo! Somos do Senhor e temos que honrá-lo em nossas atitudes sociais.

 

Interação:

  • No contexto atual de nossa sociedade, como podemos evidenciar nossa “dupla cidadania”?
  • Como reagir diante de opiniões diferentes?

Bibliografia:

Palavra ministrada pelo Pastor Cristiano Carvalho, no culto da noite de sábado – Ceia do Senhor – em 06/10/18.
Estudo elaborado pela Dca. Sílvia França. 

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