Aborto: Como defender o indefensável?

Grandes empresas como a Netflix e a Disney sabotarem o Estado de Illinois nos EUA, porque a Giorgia endureceu as leis contra o aborto.

14 de junho de 2019   /   Categoria:   /   Escrito por: Pra. Marcele Carvalho

 

Em que nos tornarmos? Que tempos são esses, onde o meu prazer e a minha vontade estão acima da ética e da vida do próximo mais próximo: o próprio filho. Nos últimos dias vimos grandes empresas como a Netflix e a Disney sabotarem o Estado de Illinois nos EUA, porque a Giorgia endureceu as leis contra o aborto. Em contrapartida, Nova York aprovou o projeto de lei que permite o aborto até o nascimento e por qualquer motivo. Aparentemente as grandes empresas apoiaram a decisão.

Pra colocar a cereja no bolo, nestes dias foi divulgado aqui no Brasil o crime contra o menino Rhuan. Recheado de requintes de crueldade, o pobre menino que teve o pênis decepado porque a mãe considerava que ele não queria ser menino aos oito anos de idade, também o obrigava a fazer sexo com a irmã de criação, um ano mais nova. A história é longa e provavelmente você está a par de toda a crueldade. No fim, o menino foi morto a facadas e esquartejado. A mãe lésbica junto com sua companheira contam o ocorrido sem culpa alguma. A declaração da mãe era que ela odiava o menino, segundo ela, fruto de um estupro. O que é questionável, já que o pai lutava na justiça há cinco anos pela guarda do filho.

O fato é que a comoção se dá ao fato de Rhuan ter sido esquartejado e torturado do lado de fora da barriga. Porém, milhares de crianças são esquartejadas e torturadas dentro da barriga. O processo é o mesmo. Isso nos leva a concluir que existem milhares e milhares de Rhuan por aí.

Lembro da minha avó que dizia: Quem não cuida dos seus é monstro. Será que nos tornamos monstros? Há uns dias atrás, no Centro de Cidadania da igreja, uma gatinha de rua deu à luz a quatro gatinhos. Foi um momento emocionante, como todo nascimento. Mas o que mais impressionou, foi o carinho que a gata está tendo com os seus filhotes. Ela os lambe frequentemente para manter a higiene deles, mas ela também acaricia, abraça com as patinhas, faz carinho esfregando a sua cabeça no corpinho deles. É uma delícia ver as demonstrações de afeto com a gata junto à sua prole. Instintos mais primitivos vem à tona na hora do nascimento. O que aconteceu com essas mulheres que permitem que seus filhos sejam mortos esquartejados ainda dentro do ventre? Perfurados com agulhas, aparelhos que sugam o cérebro para fora do crânio, outros que liquidificam o corpinho do inocente. É muito chocante a frieza humana.

São as mulheres que gritam: meu corpo, minhas regras! São as mulheres que se tornam influentes na política para mudar as leis e sacrificar seus próprios filhos. Que liberdade é essa que passa por cima do outro o destroçando literalmente a fim de se continuar “livre”. O que aconteceu conosco, meninas? Deus não nos fez assim. Conheço uma mulher que foi fruto de um estupro. Muitas feridas na alma por ter pagado o preço pela atitude que o “pai” tomou. Mas depois de lavada pelo sangue do cordeiro essa mulher tem feito a diferença na vida de tantas pessoas! Era pra ela ter sido um aborto, mas ela recebeu uma chance.

Tudo o que precisamos é de uma chance! Uma chance de voltar ao inicio. Uma chance de rever nossos conceitos. Uma chance de recomeçar. Deus nos dá essa chance. Dê vc também essa chance a quem precisar, principalmente se quem estiver precisando seja o bebê que vc carrega em seu ventre. Dê uma chance para o seu filho, que erra tantas vezes e precisa do seu amor para ser construído um ser humano saudável física e emocionalmente. Dê uma chance pra quem caminha com você e errou terrivelmente. Quem nunca errou? Dê uma chance para você mesmo.

Precisamos nos humanizar. Somos maiores que as ideologias criadas; maiores que as feridas que nos fizeram; maiores que a amargura que herdamos. Seja maior! Seja humano. Seja gente. Esteja atento! Não seja indiferente. Pode ser que um menino Rhuan, ou que um bebê no ventre ainda esteja dependendo do seu olhar de atenção. Uma palavra, uma atitude, um socorro pode mudar tantas circunstâncias.

Que o Senhor abra os nossos olhos pra ver, enxergar quem está a nossa volta clamando por ajuda. Somos a igreja, o corpo de Cristo. Essa é a nossa hora de fazer toda diferença nesse tempo de tanta perversidade. Deus vai usar você! Seremos os braços do Pai aqui neste mundo tenebroso. Até que Ele venha!

“Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti”. Isaías 49:15

É casada com Cristiano, mãe de Isaac e Isabella. Autora dos livros "O caminho da felicidade" e "Manual da esposa cristã". Tem se destacado no ministério com mulheres e famílias.

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