Sermão da Montanha – Pr. Cristiano Carvalho

Neste domingo iniciamos uma sequência de três mensagens sobre reflexões no sermão da montanha, crendo que será algo muito espiritual que nos levará à níveis mais altos com o Senhor



Neste domingo iniciamos uma sequência de três mensagens sobre reflexões no sermão da montanha, crendo que será algo muito espiritual que nos levará à níveis mais altos com o Senhor. “E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.” Mateus 5:1-5

Bem-aventurados significa muito feliz. Jesus diz que se fizermos como ele diz, seremos muito felizes. “Então ouvi uma voz do céu dizendo: “Escreva: Felizes os mortos que morrem no Senhor de agora em diante”. Diz o Espírito: “Sim, eles descansarão das suas fadigas, pois as suas obras os seguirão”.” Apocalipse 14:13

Muito feliz é aquele que está na presença do Senhor, aquele que faz a obra de Deus e que tem a vida eterna. Muitos momentos não nos sentimos assim não é?! Por que isso acontece? Porque não vivemos da maneira adequada. Bem-aventurados os pobres de espírito: ninguém quer ser chamado de “pobre” de nada. Isso aos nossos olhos soa como algo ofensivo. O pobre deste texto é miserável, que não tem recurso nenhum e nem como gerar o recurso. O pobre do texto é alguém destituído de tudo, que não tem como se manter.

O texto fala daqueles que reconhecem a sua total dependência de Deus, que reconhecem que sem o Senhor estão perdidos. É alguém que sabe que necessita desesperadamente de ajuda do céu. O pobre de espírito é aquele que sabe que em seu próprio corpo não há nada de bom.  O problema da sociedade moderna é que ninguém quer depender de nada nem de ninguém. Mas nós, que reconhecemos a Cristo como Senhor e Salvador, precisamos reconhecer que somos necessitados e dependentes dele.

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreva: Estas são as palavras do Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o soberano da criação de Deus. Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu. Dou-lhe este aconselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar. Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono.” Apocalipse 3:14-21

Isso foi escrito para a Igreja de Laodicéia. É para um povo que congregava e proclamava que Jesus Cristo é o Senhor. Frio nem morno: era uma referência às águas de duas fontes, uma quente (que usava-se para fins medicinais) e uma água fria (que matava sede). Essas águas num certo período se encontravam e viravam água morna. Não matava sede, nem curava. A igreja de Laodicéia se encontrava assim.

Tem muitas pessoas na casa de Deus que tem o pavor de perder o controle e não entendem que o melhor que temos a fazer e foi o desejo pelo controle que derrubou o primeiro casal, como podemos ver em Gênesis 3:5. O homem que quer ser rico perde a comunhão e é expulso do Jardim, mas aquele que reconhece sua pobreza, ganha de graça o Reino dos Céus.

Vivemos um tempo muito difícil, onde as pessoas amam muito as coisas da terra e esquecem as coisas do Céu. O pobre de espírito não se acha melhor do que os outros. Bem-aventurados os que choram: isso aponta para a sensibilidade que devemos ter sobre o próprio pecado. Isso é quebrantamento. Feliz é aquele que tem essa atitude pronta para assumir o erro sem culpar os outros.

Bem-aventurado é aquele que não se esconde por trás da síndrome de vítima. Nós precisamos amadurecer! Precisamos parar com a síndrome de vítima de que a vida é mal, a vida é injusta. É necessário maturidade espiritual para entender que o problema não é o outro, o problema sou eu. Precisamos ser quebrantados para dizer para Deus que pecamos e precisamos do perdão do Senhor.

Bem-aventurados os que têm empatia e que choram pelo pecado do outro. Poucas pessoas têm empatia, a maioria tem simpatia. As pessoas raramente se comovem com a dor do outro. Quantas vezes você chorou pela dor dos outros? Que Deus nos livre de nos tornarmos insensíveis.  Jesus chorou, porque Ele sentia a dor do outro. Ele sabia que podia ressuscitar Lázaro. Ele sentiu a dor dos seus amigos.  Na parábola do bom samaritano, podemos ver a capacidade de se preocupar com o próximo. Quem é o próximo? Aquela pessoa que precisa de você agora!  Nesta parábola podemos ver três filosofias de vida.

Filosofia dos Saltiadores: o que é teu é meu.
Filosofia dos Religiosos: o que é meu é meu.
Filosofia do Evangelho: o que é meu é teu

Bem-aventurados os mansos: mansos são os que permanecem seremos, mesmo diante de ataques. São aqueles que não se deixam ser tomados pela amargura.  Neste tempo, precisamos desta serenidade. São tantas afrontas, tanta corrupção, tanta promiscuidade, que se não tivermos cuidado, vamos nos tornando amargos.  Os mansos herdarão a terra. Naquela época havia entre eles, terroristas romanos, por isso esta referência sobre herdar a terra. Jesus diz que a terra não será tomada pela guerra, mas que Ele entregará a terra aos mansos.

Aquilo que o Senhor tem preparado para nós, ninguém roubará. Não teremos só resposta para oração, mas teremos o que a palavra de Deus nos diz no Salmo 37:11: Mas os humildes receberão a terra por herança e desfrutarão pleno bem-estar. Os mansos não ficam lutando por seus direitos, pois sabem que não possuem nada nessa terra, convictos que são herdeiros do céu.

Jesus tinha todo o universo disponível e se limitou em viver no ventre de uma mulher, viver como homem e nos salvar, porque para Ele, por mais miseráveis que fôssemos, Deus entendeu que valia a pena.  Nós precisamos tanto aprender com Cristo. Nós sempre queremos ter razão, dar a palavra final numa discussão.