Pastor é preso após protestar contra massacre de cristãos

Número de mortos na Nigéria em ataques chega a 218, incluindo pastores

4 de julho de 2018   /   Categoria:   /   Escrito por: Comunicação

 

Um pastor da Assembleia de Deus, juntamente com sua esposa e filho, estão entre os mortos nos ataques de muçulmanos da etnia fulani em áreas predominantemente cristãs da Nigéria. Estima-se que chegou a 218 o número de cristão assassinados na onda de violência nas últimas duas semanas somente no estado de Plateau.

A liderança da Assembleia de Deus na região afirma que o governo ordenou a prisão dos pastores que organizaram protestos contra o massacre religioso na região. Isa Nenman, foi preso na quinta-feira (28) após a marcha organizada por ele levar manifestantes até a residência do governador de Plateau.

Nenman é presidente da Associação Cristã da Nigéria (CAN, na sigla original) em Plateau.

“Após o protesto pacífico de ontem promovido pela CAN, o nosso líder foi levado pela polícia. Há uma diretiva da capital para fazer essas prisões”, denuncia o pastor Paul Dekete, um dos organizadores da marcha de protesto.

O evento reuniu milhares de cristãos vestidos de preto até a residência do Governador. Eles pediam o fim dos ataques realizados pelos Fulani. Juntamente com o protesto, as igrejas da região de Plateau fizeram uma campanha de dois dias de jejum e oração por essa situação.

O pedido dos cristãos é que o governo declarasse os jihadistas fulani como grupo terrorista e tomasse iniciativa para prender seus líderes, que são conhecidos. O governador se recusou a receber os manifestantes.

O presidente das Assembleia de Deus da Nigéria, Chidi Okoroafor, confirmou que o pastor Musa Choji e sua família foram assassinados em 24 de junho, quando o templo da igreja foi incendiado. “Pedimos orações pelas famílias de todas as vítimas e para que o governo cumpra sua responsabilidade, punindo os autores deste ato ímpio”, afirmou, deixando claro que se trata de uma ação motivada por questões religiosas.

Presidente tenta esconder os dados

Segundo Samson Ayokunle, pastor batista e presidente nacional da CAN, cristãos foram mortos em 44 aldeias atacadas pelos militantes islâmicos. A organização definiu como “tragédia” e “massacre” o que está ocorrendo no estado de Plateau.

“Além do grande número mortes, ainda há pessoas desaparecidas”, disse ele, prevendo que o número ainda pode aumentar. O governo divulgou que são apenas 86 os mortos. As organizações cristãs da Nigéria vêm dizendo que o presidente Muhammadu Buhari é conivente com a situação e tenta minimizar os ataques porque pertence à etnia fulani. Ele já está em campanha para ser reeleito.

Oficialmente, os cristãos são 51,3% da população da Nigéria, enquanto os muçulmanos totalizam 45%. A Nigéria está em 14º lugar no ranking mundial de perseguição da missão Portas Abertas em 2018. Com informações de Morning Star

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