Grupos Familiares: Desmascarando Momo

Este estudo tem como objetivo entender o que está por trás do Carnaval e conhecer a ação espiritual que existe por trás do mesmo.

6 de Fevereiro de 2018   /   Categoria:   /   Escrito por: Comunicação

 

Estudo III  (05/02 a 10/02)
Tema:  Desmascarando Momo.
Texto Bíblico: Êxodo 32. 1-6

Objetivos:

  • Entender o que está por trás do carnaval .
  • Conhecer a ação espiritual que existe por trás do carnaval.

Introdução:  

Considerada por alguns uma “festa cultural”, o carnaval não é apenas uma festividade para diversão. Ele é um tema muito espiritual. Uma festa que resulta em violência, relacionamentos desfeitos, institucionalização do adultério e da fornicação, gravidez indesejada, aborto, violência sexual… Práticas que Deus abomina, mas que são aceitas como normais. Atos de loucura. Jovens que se embriagam, buscando uma falsa alegria, pessoas enganadas pelo inimigo que não discernem o que está por trás de tudo isso. Não compreendem a legalidade que dão ao participarem do carnaval.

A passagem bíblica citada pode até parecer absurda para a nossa mente ocidental. O povo tinha acabado de vivenciar maravilhas da parte de Deus  e estão adorando um boi. Os estudiosos concordam que essa adoração aconteceu cerca de seis semanas depois da saída do Egito. O que nos faz entender o comportamento de Moisés que, decepcionado com aquela atitude do povo, joga no chão as tábuas das lei.  Nos faz pensar em como tiveram tal atitude em tão pouco tempo depois de viverem a manifestação do poder de Deus?

Festas que estão relacionadas ao carnaval:

  • Adoração ao boi Ápis. V.6.

Quando Moisés desce do monte e se depara com aquela cena, mostrada no texto, podemos perceber que o povo estava reproduzindo um ritual do Egito que por muitos anos eles viram. O boi Ápis era o  deus  da fertilidade. Sua adoração envolvia orgia sexual. Era escolhido um boi  branco, bonito, saudável, e pintado com cores fortes e conduzido em procissão até o rio Nilo, onde era sacrificado por afogamento.  O texto diz que “…trouxeram ofertas e assentaram-se a comer, beber e folgar”. Eles se entregaram às danças sensuais e orgias. O versículo 25 diz que o povo estava literalmente nu, idolatrando uma imagem de escultura e esquecendo de tudo o que Deus fez para tirá-los do Egito, da escravidão e leva-los à terra prometida. Moisés esteve quarenta dias na presença da glória do Senhor e, quando desce do monte, se depara com aquela cena tão chocante!!  Assim são os dias de carnaval, onde pessoas nuas, seguem em procissão (blocos) se prostituindo, se expondo, idolatrando, adorando aos deuses do carnaval. Na maioria das vezes, elas não fazem ideia do que espiritualmente está por trás disso. Bebidas, danças, multidões enlouquecidas… O povo havia saído do Egito, mas o Egito não tinha sido tirado do povo. O mundo e suas práticas não podem fazer parte de nossas vidas!!

  •  Adoração a Dionísio/Baco 

Na mitologia grega, Dionísio era o deus do vinho, pois possuía os conhecimentos e segredos do plantio e colheita da uva. Possuía também os segredos da produção do vinho. Era também associado às festas e atividades relacionadas ao prazer material. Era filho de Zeus (deus dos deuses). Dionísio era um dos doze deuses olímpicos (habitava o Monte Olimpo), portanto era um dos mais importantes da mitologia e religião grega. Na festa de bacanais  havia bebidas, homens vestidos de mulher, os tribunais eram fechados. Valia tudo!! A festa durava três dias. A elite se misturava com a plebe. Os valores morais eram postos de lado. Assim como nos dias de carnaval, que duram o mesmo período e que têm as mesmas práticas. Não são considerados nenhum tipo de valor social, moral ou espiritual. O que existe é uma ação espiritual onde as pessoas aceitam até mesmo o que antes consideravam repugnante.

  • Adoração a Momo

A mitologia grega trata Momo, filho do Sono e da Noite, como o deus da zombaria, do sarcasmo, da galhofa, do delírio, da irreverência e do achincalhe (RIDICULARIZAR).  Representado por um jovem tirando a máscara e mostrando o rosto zombeteiro, ao mesmo tempo em que sacudia guizos e apresentava o estandarte da folia que era a razão da sua existência. Ainda antes da era cristã, gregos e romanos incorporaram essa figura mitológica a algumas de suas comemorações, principalmente as que envolviam sexo e bebida. Momo representa uma entidade, um espirito. É uma figura de satanás. Quando o império romano se cristianizou, eles queriam acabar com tudo o que era carnal, mas queriam manter a festa em adoração a Momo. Atualmente, no período das festas de carnaval, um homem representando Momo recebe as chaves da cidade. Isso aponta para autoridade, poder e acesso. Em I Ts 5.5 nós somos descritos como “filhos da luz e do dia”, o que faz um perfeito contraste com a descrição de Momo: “Filho do sono e da noite”.

O carnaval é herdeiro dessas festas, considerado “festa da carne”, quando os dias são de bebedeiras, orgias. Nos ensaios das escolas de samba, ricos e pobres se misturam. Só no carnaval. Em nenhuma outra época, “o morro desce para o asfalto”. Nada disso é coincidência, o carnaval é espiritual.  Vivemos em um país considerado cristão, mas que em contra partida, separa quatro dias para essa festa da carne. Nenhuma outra nação na face da terra valoriza tanto o carnaval como o Brasil.

Conclusão: 

Existe um pacto renovado ano após ano. Espíritos são liberados, principalmente de violência, que aumenta consideravelmente nesses dias. Precisamos orar e fechar a brecha de qualquer legalidade. O carnaval é mais espiritual do que se pensa. Há uma atuação maligna que resulta em desgraças. Sem saber, as pessoas fazem pactos, alianças, usando fantasias. Tornando-se pessoas promíscuas, angustiadas e infelizes. Os dias de falsa alegria passam e  deixam para trás problemas avassaladores. I Ts 5.5 diz que “somos filhos do dia”. As trevas não fazem parte de nossas vidas. “Vigiemos e sejamos sóbrios”. Como igreja, temos que orar e declarar que a chave da cidade é do Senhor!! Nossas vidas são DELE!! Nossa família e nossa descendência são de Deus!! Rejeitemos os espíritos do carnaval, as alianças erradas!! Vamos nos achegar ao Senhor e nos revestirmos de toda armadura de Deus nesses dias maus.

Deus não tem apenas quatro dias de alegria, uma falsa alegria, Ele tem uma vida eterna e bendita com abundância de alegria. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Jesus é a verdade!

Interação:

  • Como cristãos, como podemos agir diante da ação das trevas que atuam nesses dias de carnaval?
  • Para aqueles que ainda andam em trevas e participam dessa festa, de que forma podemos ser sal e luz, fazer a diferença?
  • Que tipo de “sutilezas” desses dias podem ser consideradas legalidade para nossa vida?

Bibliografia: Ministração do Pr. Cristiano Carvalho, no culto público da noite em  04/02/18.
Arquivo PDF para download: Estudo dos Grupos Familiares III 05/02 à 10/02

Veja também nossa galeria com todas as fotos do culto deste domingo.  

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